quarta-feira, 7 de maio de 2014

Olha, Príncipe !


Olha, Príncipe ! Observa o cemitério
e identifica em várias sepulturas
teus sonhos de vitórias e bravuras.
Escuta a saudação do teu império
mudo, e imagina-te fazendo acenos
ou sorrindo fleumático e distante.
Os mais belos jazigos são amantes
que inda suplicam teus atos obscenos.
Aquele egrégio e dourado é a riqueza
que por argúcia e herança Sua Alteza
conquistou, sem suor nem dissabor.
Simula a realeza e a majestade,
Príncipe, e esconde a cova rasa que há de
enterrar teu real fracasso e a dor.