terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Diana, a Deusa do Louvre.
















    
    Como divindade, é já aposentada;
ninguém lhe pede mais perdão ou graça
nem agradece ao êxito na caça
ou louva quem se nega a ser amada. 
    Se permanece imortal, é por ser
pedra; a ação do cinzel é o que a difere
de uma rocha qualquer. Por certo, fere
seu brio a perda do feroz poder.
    Porém, se já não tem penas cruéis
para punir adeptos infiéis,
também livrou-se da infernal proeza 
de gerir tantos rogos e chiliques.
    Adora a luz dos flashs e ama os clics
que a revalidam Deusa - por beleza.

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