segunda-feira, 14 de outubro de 2013

"Paul Verlaine au café François 1er, Paris, le 28 mai 1892", par Dornac

















Não provêm da velhice ou da imperícia
a baixa nitidez que estampa a foto.
A respeito de Paul, toda notícia
que chegou desse tempo já remoto
sempre confirma sua fé no absinto
como o amigo fiel e competente,
a guia-lo no escuro labirinto
dum desfecho infeliz, quase indigente.
As linhas embaçadas que aí vês
vêm de Dornac captar os traços vagos,
como Verlaine vê na embriaguez.
Nela, o poeta, após tomar uns tragos,
relembra os temporais nos mares dantes
navegados com seus versos e amantes.

3 comentários:

Gerana Damulakis disse...

Que delícia visitar seu blog: poesia de qualidade, lugar de qualidade. Bjo grande.

Gerana Damulakis disse...

Que delícia visitar seu blog: poesia de qualidade, lugar de qualidade. Bjo grande.

João Renato disse...

Obrigado, Gerana,
Aliás, embora eu tenha sempre escrito em versos livres, estou tentando escrever poesia metrificada.
É nessa hora que eu vejo a imensa grandeza de uma Cecília Meireles, pois fazer versos tão leves como os dela, respeitando a métrica e a rima é realmente impressionante.
Abraço,
JR.