sábado, 20 de abril de 2013

Ofício de amantes


Não, o amor não é a flecha
que atravessa a alma como um raio
nem o facho de luz que cega.

Amor é instinto de raros insetos, 
a fabricar cera, mel, prazer e fé
num favo da colmeia.

É a catedral do altar inacabado
onde, todo diaquem venera 
não promete ou acende velas,

mas assenta um tijolo de barro.

2 comentários:

K. disse...

Avassaladoramente verdadeiro...

"é a catedral do altar inacabado".

linda a imagem. :)

beijos, amei o poema - amor do tipo lido e relido.

Gerana Damulakis disse...

Excelente!