sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Meu verso


Queria meu verso nascendo natural 
como a folha sai do ramo,
e soando sem aresta igual à água,
ao vento, à curva da onda.

De tão leve, seria a sombra do pássaro voando 
percebida num relance.

Que o riso alegre das amantes
se acrescente à melodia
à guisa de promessa e ornamento.

Mas nada cale nem substitua 
sua crua substância.

2 comentários:

K. disse...

Tão lindo! :)

K. disse...

e quero mais versos seus...

tô "pidona" :)

bjo