Espumas
Recordo as duras palavras
ditas,
que na espuma da raiva
escondiam as súplicas
da minha alma ávida
de relevar e aceitar
tuas mentiras tácitas.
Pois ainda agora, numa onda absurda
que do inferno ressurge
como relíquia feroz e perversa,
os motivos me ecoam,
e soturnos magoam e ainda ferem,
repetindo dores inúteis
para um enredo
tão velho.
Ah, infinitas espumas da ressaca
que na areia da praia
evaporam sem rastro ou vestígios,
eu invejo tuas águas.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
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5 comentários:
Continuo a gostar muito dos seus poemas.
Abraço
Obrigado, Júlia.
É para pessoas como você que eu escrevo.
Abraços.
JR.
Tão lindo!
teus poemas criam "imagens vivas dentro de mim".
beijo.
Belíssimo final!
Gerana, você deixou saudade na blogosfera.
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