sexta-feira, 25 de março de 2011

Ônus Singular


Primeiro, busquei a mulher.
Depois, tentei lugares e amigos
onde encontro algum consolo,
mesmo se me iludindo.
Porém, foi tudo em vão.

O dia está impregnado
de tanta agonia e ácido
que temo qualquer solução
a que eu chegue sozinho.

Se há no mundo lógica ou justiça,
não sei por qual pecado ou crime
sofro o inferno do meu látego
nessas vinte e quatro horas
de martelo simultâneo à bigorna.

Vários inventam uma busca
para esconder a sua fuga,
mas para mim é inaceitável
usar qualquer uma das duas.

Um comentário:

dade amorim disse...

Oi, João Renato. Andava com saudade de teus poemas. Este me pareceu um pouco enigmático, imagino que fala de sofrimento, e de fato há um eco de dor no que ele diz.
Também gostaria de saber o que houve com Gerana, que tem um poema dedicado a ela aqui e não postou mais em seu ótimo blog, nem responde às mensagens.
Um abraço grande.