segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Julho/1992


...,  e ficamos dispersos:
já não eram mais
a mesma nuvem, mesma árvore,
mesma onda, estrela ou casa
que aliciava nossos sonhos,
atraía nossos olhares.

Embora ainda de mãos dadas,
um intervalo de silêncio crescia
entre os dedos e palmas.

Logo,
também a força e a sorte
foram,
aos poucos,
abandonando
nossos fatos e acasos:

se antes vencíamos todos
e saíamos incólumes,
já então, as pessoas se tornavam
perigosas, atraentes,
saborosas e fortes...

Devagar, ao universo verdadeiro retornávamos.

Um comentário:

Gerana Damulakis disse...

Excelente este poema, diz sobre uma sensação que, creio, todos experimentam alguma vez.