sexta-feira, 30 de abril de 2010

Vício


Mas que riqueza tão rara
guarda a dor petrificada que lapidas
só,
em tua oficina
de rancor e mágoas ?

Aí não estão as portas
do palácio de volúpias
que sonhas merecer.

Tentar o sol, o mar, o amor, a música ...
seriam saídas mais lúcidas que esse vício
antigo
de buscar uma lógica
na dor que te machuca,
como se o universo fosse justo.

Um comentário:

Gerana Damulakis disse...

Seus poemas sempre me pedem releitura ( na 2ª em voz alta). Gostei muito. Vou rereler, além de muito bom, este é o caso do poema que me diz muito, tem empatia comigo.