quinta-feira, 11 de março de 2010

Navegação


E porque em ambos não havia
só a compulsão do gozo,
mesmo os dias negros e frios
se coloriam do azul de certeiras
tardes marinhas,

então o sol - que só a nós pertencia -
deu ao astrolábio
o caminho no oceano
que o nosso barco merecia, 
longe dos penhascos.

Um comentário:

Gisele Freire disse...

Gostei daqui viu João, e voltarei mais vezes.

Gostei bastante deste poema!

Quanto ao adágio do Quinteto para Clarineta, de Brahms, é simplesmente divino, obrigada pela dica !

Abraço

Gisele