sexta-feira, 21 de março de 2008

Epitáfio

 
Para quando a Morte tiver encaixotado
em terra, madeira, mármore e breu
o corpo, a vida e os sonhos
do João Renato (que foram meus),
já deixo escrito o epitáfio conciso
de uma só palavra,
mas com duplo sentido;
pela condição de cadáver:
conclusão inevitável,
e pela vida passada: bravata
e souvenir do apogeu.
Assim, que se grave na lápide:
“Fudeu !”

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