domingo, 24 de fevereiro de 2008

Purgatório


Se existe algo após a morte,
acho um absurdo que o destino
da minha alma dependa
de um julgamento divino.

Portanto, que nenhum deus
se meta a ser juiz
ou com o direito de opinar
sobre o que fui ou o que fiz.

Se todos os crentes afirmam
que ele me deu a vida,
agora ela me pertence,
e não lhe devo mais satisfações.

E se vier com interrogações,
não respondo e ainda lhe despejo
todas reclamações
que tenho deste seu presente.

Um comentário:

Héber Sales disse...

Gostei muito deste, Renato.
Aliás, é um prazer ler vários aqui.
Um abraço.